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A fazenda maldita

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O começo


Joana, uma garota de 15 anos, havia perdido seus pais há alguns anos atrás, após o acontecido, Joana foi morar com sua tia Solange, uma mulher solteira e muito esforçada. Solange ao perceber a tristeza ainda contínua nos olhos de Joana, resolveu fazer os preparativos de uma viagem para sua sobrinha, uma viagem para a fazendo dos avós da garota, uma fazenda antiga, humilde e muito distante, percebendo que era o melhor a se fazer, Joana aceitou a viagem, se arrumou, organizou suas malas e pegou o ônibus para uma cidade do interior chamada "Engenheiro Navarro", viajou por mais de doze horas, e chegando na cidade encontrou seu avô na rodoviária, o senhor Homero, um senhor alegre e simpático, mais o destino ainda não era naquela cidadezinha, era em uma fazenda pouco distante da cidade que ali estavam, cerca de trés horas de carro. Seu Homero pegou seu fusquinha e levou sua neta a caminho da fazenda, faltando poucos minutos para chegar ao destino, já em uma estradinha de terra, a garota viu uma casa velha e aparentemente abandonada.
Casa velha
Logo perguntou a seu avô. "Que casa era aquela?", ele a informou que era uma casa muito velha e abandonada há cerca de 40 anos, devido a mortes estranhas que ocorreram no local, Joana resolveu fazer outra pergunta. "Que mortes foram essas?", e seu avô a respondeu. "Moravam uma família nessa casa, o pai, a mãe, e a filha. A filha foi a primeira a morrer, ela morreu em um incêndio acidental na própria casa, depois disso eles reconstruíram a casa e tentaram um recomeço, mas um dia o marido encontrou sua esposa afogada no lago próximo a casa, e no mesmo dia se enforcou". Após essa história triste, seguiram calados pela rua de terra que ainda restava.
Estrada de terra

A chegada na fazenda

Casa na fazenda
Joana chegou na humilde casa dos seus avós e logo foi encontrando sua avó Rosana, comeu uma fatia de bolo com café e ficou conversando a tarde inteira com sua avó. Já estava tarde, eram cerca de 21:00 e seus avós  tinham o costume de dormir cedo, Rosana mostrou o quarto de hospedes que era de sua filha falecida. Joana se aprontou para dormir. Já dormindo, em seu sonho ouviu uma voz que pertencia a uma garotinha, dizendo. "Vá embora e não volte mais!". Pela manhã Joana acordou e não deu importância para seu sonho, tomou um café na companhia de sua avó e aproveitou o momento para perguntar sobre sua tia falecida, sua avó respondeu a todas as perguntas, dizendo. "Sua tia faleceu quando tinha 9 anos de idade, ela se afogou no lago aqui próximo". Joana chamou sua avó Rosana para acompanhá-la até esse tal lago, mas sua avó não quis ir por motivos pessoais, então Joana foi sozinha, chegando lá, Joana se encantou com o lago, e deitou embaixo de uma árvore próxima da margem, e lá tirou um cochilo, sonhou que estava brincado próximo ao lago e que olhava o seu reflexo nas águas, mas não o via, ao invés disso via uma garotinha, e a garotinha dizia. "Vá embora e não volte mais!". O sonho foi interrompido por seu avô que a acordou e a chamou para entrar, pois já estava ficando tarde. Mais uma vez já era hora de dormir, Joana deitou-se na cama esperando não sonhar mais com o acontecido, mas antes de dormir Joana ouviu uma voz baixa como o sussurrar em seus ouvidos, dizendo. " Você não está me ouvindo? Vá embora e não volte mais, ela não gosta de você!". Assustada Joana cobriu a cabeça com o cobertor e fez de tudo para dormir logo. Pela manhã, Joana não acreditou no que tinha ouvido, achou que era fruto de sua imaginação, pelo motivo de estar dormindo no quarto de sua tia falecida. Após o almoço, seu avô perguntou se ela gostaria de ir a cidade com ele para fazer compras, ela recusou, não queria voltar naquela cidade, preferia ficar na calmaria da fazenda, e logo então foram seus avós de fusquinha para a cidade mais próxima que era "Engenheiro Navarro". Joana sabia que eles iriam demorar a voltar, pois seriam pelo menos seis horas para ir e retornar da cidade. Próximo do anoitecer, nuvens escureceram o céu, e uma chuva forte começou a cair, Joana fechou as portas e as janelas, ascendeu uma vela na sala de jantar, e ficou lá, próxima da janela esperando a volta de seus avós, Joana ao olhar para aquela janela embaçada de chuva, viu um vulto, que logo se transformou na imagem de uma pessoa.
Assustada, Joana saiu correndo para o seu quarto, fechou a porta, pulou na cama e se cobriu toda, no meio daquele escuro, tirando a coberta lentamente de seu rosto, Joana podia ver a sombra de dois pés embaixo da porta toda vez que relampeava. A maçaneta fazia barulho, como se alguém quisesse entrar no quarto, então Joana ouviu uma voz de uma garotinha sussurrar em seus ouvidos, a voz dizia. "Abra a janela e corra, eu não posso te proteger dela, ela não gosta de você!". Joana em um ato impulsivo, como se algo a guiasse, correu para a janela e a abriu, pulou lá fora no meio da chuva intensa e começou a correr em direção ao lago, Joana olhou para trás e viu uma menina com uma energia maligna a perseguindo, não havendo mais lugar para Joana correr, Joana resolveu entrar no lago. E a garota de energia maligna não ousou entrar lá onde Joana estava.
Joana esperou até o amanhecer, depois disso, ela voltou para a casa, pouco tempo depois seus avós chegaram, eles a explicaram que o fusca havia atolado na lama e precisaram voltar a cidade a pé para pedirem ajuda, Joana explicou tudo o que aconteceu na ausência de seus avós e pediu para ir embora, seu avô não acreditou, mas sua avó Rosana a chamou para seu quarto e lhe mostrou uma foto de uma menina em um retrato, Joana assustada foi logo dizendo. "Essa era a menina dos meus sonhos, ela que me disse para sair correndo na chuva, ela que me alertou e me ajudou!". E sua avó lhe disse. "Eu já imaginava isso, eu também sinto a presença dela, essa garota no retrato é sua tia falecida, ela que te protegeu no lago!". Indo embora no fusquinha de seu avô, Joana novamente viu a casa abandonada e lá no alto ela viu a mesma garota maligna que a perseguia.
Então foi ai que ela percebeu, que o espírito de sua tia a manteve salva, e que se não fosse por ela, Joana poderia ter tido um destino ruim como o de sua tia ou o da garota da casa abandonada, e seu espírito ficaria sempre preso nesse lugar junto a elas. Joana foi embora lembrando do retrato de sua tia na janela.

Fim


Se você chegou até aqui, deve ter gostado desse conto feito por mim, então nos incentive a produzir mais, curtindo a nossa página do Facebook. Qualquer erro ortográfico, nos avise pelos comentários para corrigirmos. Lembrando que a prática leva a perfeição, ou seja, essa é minha primeira estória, acredito que as próximas deveram melhorar mais ainda! Permitimos que outros blogs copiem nossas estória, porém peço que usem o bom senso e coloquem a fonte com um link para nosso blog no final.

Criado por: Ricardo.
Imagens retiradas do: Google Imagens.

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